Desafio: economizando em 2016

janeiro 05, 2017

A maioria das pessoas tem dificuldade na hora de guardar dinheiro... Pode-se dizer, inclusive, que grande parte dos brasileiros é incapaz de poupar dinheiro, de modo que a recomendação de economizar 10%, 20% ou 30% da renda parece ser, para muitas pessoas, um objetivo inatingível.

Eu sei, é claro, que é muito mais fácil economizar quando você possui uma boa renda, superior a, digamos, vinte salários-mínimos. Isso não impede, no entanto, que aqueles que ganham, por exemplo, um salário-mínimo, também construam suas poupancinhas. É mais difícil, é verdade, os gastos essenciais pesam muito, mas não é impossível.

É muito importante, aliás, que todos tenham o que costumamos chamar de “colchão de segurança”, que nada mais é que uma reserva para emergências, geralmente aplicada na poupança.

Sendo assim, gostaria de propor a meus leitores o seguinte desafio, desenvolvido pelo Zé, autor do blog Clube do Pai Rico e um dos investidores nos quais me inspiro.

Trata-se de uma proposta viável, que pode ser desenvolvida, sem grandes diferenças, tanto por aqueles que recebem um salário-mínimo como por aqueles que recebem mais de vinte salários-mínimos. Ela se destina a introduzir no brasileiro uma mentalidade poupadora e a encontrar o dinheiro necessário para montar seu “colchão de segurança”.


Enfim, vamos lá:

No primeiro mês do ano (janeiro), você precisará economizar 1% de sua renda líquida (descontada do IRRF e da contribuição previdenciária). No segundo mês (fevereiro), você precisará economizar 2%. E assim sucessivamente, até economizar, em dezembro, 12% de sua renda líquida.

Desse modo, ao final de um ano, você terá o equivalente a, pelo menos, 78% de sua renda, isso sem considerar os rendimentos obtidos, por exemplo, com a caderneta de poupança. Para quem não conseguia economizar nem R$ 1,00, é um grande feito, não acham?

Nas palavras do grande Zé, você economizará um pouco a cada mês, passando a conhecer melhor seu orçamento e a descobrir pequenas brechas em seus gastos, que podem estar drenando uma parte considerável de sua renda. De acordo com o autor, com “o passar do tempo, você verá que não existe mágica alguma”, “que pequenos ajustes em seu orçamento lhe possibilitarão atingir a meta proposta para o desafio, mês a mês”.

Isso porque existem despesas que muitas vezes passam despercebidas e que podem ser cortadas, ou reduzidas, contribuindo para melhorar a sua saúde financeira. Podemos citar como exemplos:

a) as contas de TV a cabo e internet (você realmente precisa de um pacote de 20MB ou de 500 canais?)
b) os planos de telefone pós-pagos (um plano pré-pago não atende bem suas necessidades?)
c) as contas de água e de energia elétrica (por que deixar uma TV ou uma lâmpada acesa em um cômodo vazio?)
d) as taxas bancárias, com manutenção da conta corrente e do cartão de crédito (você sabia que existem contas gratuitas em quase todos os bancos brasileiros, e que você pode negociar as anuidades do cartão de crédito ou mesmo pedir um cartão gratuito?)

Enfim, isso é tudo pessoal, desejo a todos boa sorte nesse desafio e espero que, no decorrer do ano, compartilhem suas experiências. Para ajudá-los, sugiro que confiram regularmente nossa seção sobre “finanças pessoais” e os artigos publicados pelo Zé no Clube do Pai Rico, em especial nas seções “economia doméstica” e “educação financeira”.



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